domingo, 15 de março de 2009

Operação, o quê?

Dúvidas, muitas nos cercam durante o dia, a semana, o ano…

Algumas são um tanto curiosas, como “porque domingo não tem feira?”. Acredito que muitos já tentaram achar uma resposta plausível para essa questão. Tentei achar o X dessa temível dúvida. Encontrei algo parecido:

Na maioria das línguas os nomes dos dias da semana são bem parecidos. Mas em português o feira foi introduzido pela igreja católica, feira significava dia do trabalho.

Para a igreja sábado e domingo é considerado dia do senhor, e não dia de trabalho, por isso não tem feira, porque feira significava trabalho.

Mas hoje em dia pouco importa a feira, todo dia é dia de trabalho.

Engraçado feira significar trabalho. Geralmente, quem vai à feira não pensa em trabalhar. Apesar de muitos trabquimeraalharem lá.

Bom, mas a dúvida que me intrigava muito era “quem coloca nome nas operações policiais?”. Como alguém conseguia viver sem pensar nisso?

Dando uma olhada no nome das operações policiais, nada especiais, de 2008, você consegue achar nomes bastante curiosos. Um exemplo, Operação Parságada. Consistia pôr fim a um esquema de liberação irregular de verbas do Fundo de Participação dos Municípios. Outros nomes como, Hígia, Pirita, Titanic, Placebo II, X, Quimera (f), Inseminação Artificial e muitas outras que você pode ver no site do Departamento de Polícia Federal.

Agora, será que existe alguém que só coloca nomes em operações. Se existir, quero esse emprego agora. E a primeira operação que eu colocaria o nome seria Operação Perestroika.

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segunda-feira, 9 de março de 2009

Raio-x: Tecnologia

Você conhece muito bem a historia da Internet, surgiu por vias militares e foi evoluindo até hoje.

Há muito tempo o homem tenta prever o futuro. Bom, parece que a empresa AT&T conseguiu tamanha proeza. Olhem no vídeo abaixo coisas que foram previstas na propaganda em 1993 e estão se tornando realidade.

Link vídeo

Como e muito difícil para uma evolução, a não ser que você seja um senhor feudal vivendo à custa de uma Igreja com “medo do conhecimento”, algumas coisas irão mudar dentre alguns anos. Principalmente, a tecnologia que se molda rapidamente.computadores Porém, algo parece impedir este avanço, a inclusão digital. Desenvolvedores de softwares e até sistemas operacionais têm um sério problema. “Devemos elaborar projetos para a população em geral, ou, ajudar na evolução sem se importar com o acesso financeiro e/ou social? Eu escolheria a segunda opção e mostro um exemplo claro e atual, o computador. Este aí que você está lendo o texto. Há alguns anos, computador era sinal de status e evoluíram muito até hoje. Atualmente, muitas casas possuem computador, está muito acessível.formato

Igual disse Carlos Cardoso:

“Convenhamos, qual a última grande novidade em hardware nos notebooks? Leitor de impressão digital, leitor de cartão de memória? Ah sim, um Asus que tem uma porta USB energizada com a máquina desligada, pra carregar iPod. Façam-me o favor…”

E deixem de usar Internet Explorer 6...

Referências:

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quarta-feira, 4 de março de 2009

Outra face da moeda

Antônio era o filho que todo pai queria para si. Educado, inteligente, sempre com uma resposta na pontamoeda da língua. Vinha de uma família pobre que morava em uma favela de sua cidade, parecia até novela das oito.

Eis que certo dia, no auge de seus 16 anos, Antônio chega cabisbaixo em casa. Toda a família estranhara, era sempre um moleque alegre e festivo. Acharam que estava sofrendo de amor. Dava até dó de ver o menino. Parecia que queria contar algo, mas não abria a boca para falar com ninguém. “É o amor” era o que a maioria proferia.

Quase um reconto de Dom Casmurro...

Não sabiam eles que a fase do amor já tinha vindo e ido embora. Sim, caro leitor, o menino tinha engravidado Joana, menina de 15 anos, colega de Antônio no colégio.

O que todos acharam que era um amor passageiro de criança acabou surgindo, realmente, uma criança. A família não sabia o que dizer. Se falasse mal poderia afetar o “comportamento psicológico” do menino, se batesse poderia causar um trauma. Independente do que pensavam, todos tinham que aceitar a situação.

Ao contrario da maioria das meninas grávidas, Antônio continuou na escola. Sorte dele que a avó da Joana sempre esteve muito presente. Ele arcou com a parte que podia para ajudar Joana durante a gravidez. Não, ele não foi um pai ausente que deu dinheiro e sumiu no mundo. Ele sempre esteve com Joana durante as consultas do médico, ajudou arrumar o quarto da criança e mais.

E todo dia depois da aula, Antônio estava brincando e mimando seu querido filho. Claro, não foi o que Antônio e Joana tinham planejado para seus futuros. Porém, aceitar e lidar com a situação foi a maneira mais prática e inteligente de resolver isto.

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domingo, 1 de março de 2009

Show do Milhão Indiano

Acabei de assistir “Quem quer ser um milionário”. Não diria que ele mereceu ganhar o Oscar, porque não assisti seus concorrentes.

É um belo filme, com uma história cativante. qqsumEsta que gira em torno de Jamal desde sua infância até o momento em que decide participar de um programa na televisão. O nome do programa “Quem quer ser um milionário” consiste no jogo de perguntas e respostas, parecido com o “Show do Milhão”. O jovem concorre ao premio de 20 milhões de rúpias.

O garoto vem de uma favela nos subúrbios de Mumbai na Índia. Teve uma infância nada fácil, personagem de conflitos religiosos na região onde mora.

Jamal apresenta um ótimo resultado durante o programa. Chega a ser preso suspeito de trapaça. Como um jovem que vem de uma favela pode ser tão inteligente?

Para responder no programa, um filme literalmente passa na cabeça do garoto.

O dinheiro investido no filme foi baixo, em comparação aos sucessos hollywoodianos. Não há nenhuma celebridade que fez parte do filme. Não seria um grande clássico para ser lembrado durante anos e anos, mas é um bom filme. Desbancando Glória Perez por aí...

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Sebastião

Quem matou Sebastião?

Logo de início proponho que o leitor faça uma reflexão sobre um costumeiro bordão brandido pelos indignados: bandido bom é bandido morto?

Em matéria recente do programa Fantástico, da nossa amada quarentona Rede Globo (como sempre falava um antigo professor), foi veiculado o caso de um inocente que pagou por um crime que não cometeu.

O vaqueiro Sebastião Soares Vieira foi preso em casa, na cidade de Luziânia, interior de Goiás, em novembro de 1994 acusador de ter matado seu cunhado para ficar com o dinheiro dele.

Pessoa humilde e de pouca instrução, o vaqueiro não resistiu à prisão e disse aos policiais que sabia eles apenas estavam fazendo o trabalho deles, mas que ele era inocente.

Com a prisão preventiva decretada ele é preso provisoriamente pela prática do crime de latrocínio (matar para roubar) e de ocultação de cadáver.

No tempo em que esteve preso provisoriamente o vaqueiro conta que foi interrogado diversas vezes, com técnicas tradicionais empregadas outrora, desde os tempos da ditadura: a tortura, que consistia em choque, afogamento e tapa toda hora.

No processo de Sebastião foram ouvidas treze testemunhas. E pasmem: nenhuma viu o crime. Contudo, sobreveio a condenação do nosso vaqueiro: 25 anos de prisão em regime fechado.

Depois de 8 anos de reclusão, surge um fato novo. Um matador profissional, também conhecido por pistoleiro, que fora preso por outro assassinato assumiu a autoria do crime que era imputado ao vaqueiro Sebastião, além de vários outros crimes.

Depois de receber esta notícia a colocação do vaqueiro em liberdade ainda demorou algo em torno de 9 meses, segundo seu advogado.

Este fato está longe de ser considerado isolado quando se toma como base o panorama do judiciário brasileiro.

Que sirva de exemplo para ilustrar quando eu digo que prefiro mil vezes ver 10 réu confessos soltos do que 1 provável inocente preso.

Tortura, humilhação, necessidade, fome. Por tudo isso passou o nosso vaqueiro e toda a sua família. E sem razão, pois desde o momento em que fora capturado em sua casa já brandia sua inocência, posteriormente confirmada.

O processo penal ideal, ainda utópico, afirma que se não forem trazidas ao processo todas as provas para sustentar uma condenação extreme de dúvidas, milita em favor do réu a presunção de sua inocência, devendo ser proferida uma sentença que o absolva da acusação. 13 testemunhas que nada viram servem pelo menos para trazer ao processo o “benefício da dúvida” para acusado.

Segundo estimativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) existem no país cerca de 120 mil pessoas presas injustamente. Seja porque já cumpriram a pena ou porque aguardam julgamento e a prisão temporária já expirou ou ainda, porque a Justiça errou.

Contudo, o nível de erro da justiça é inversamente proporcional ao poderio econômico do acusado, que pode se valer de “N” habeas corpus, sejam nos Tribunais de Justiça, no STJ e no STF além dos diversos recursos que comporta a legislação brasileira. O problema é que quando o erro atinge uma pessoa menos abastada, seus parcos recursos financeiros não permitem vôos tão altos e seu provável próximo destino é o xadrez.

Se vocês ainda acham que “bandido bom é bandido morto” e que direitos humanos e garantias fundamentais são coisas de otário, apresento-lhes meu profundo pesar. Todos vocês acabaram de matar Sebastião.

Nemo Tenetur, apenas um colaborador do blog.

Ou seja, esse texto não é de minha autoria.

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