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sábado, 29 de agosto de 2009

Minha história pela blogosfera

db Quando entrei na blogosfera em quartorze de agosto de ano passado, não sabia realmente como um blog era feito. Não tinha a mínima noção do que Blogger, Wordpress. Comecei “catando” pesquisas no Google, queria fazer coisas a mais do que o Blogger, plataforma que eu uso, poderia me oferecer. Como a grande maioria que caí em blogs sobre tutoriais e afins, já comecei perguntando coisas que não faziam o menor sentido. Eu era aquele cara chato que queria ser respondido a qualquer custo.

Depois, descobri que quando fazia pesquisas no Google eu sempre chegava aos mesmos sites. Deveria ter um motivo para isso, eles serviam para ajudar as pessoas que como eu. Quem não conhecia nada sobre blogs, templates, hacks. Foi então que descobri o Feed e percebi que poderia ler periodicamente estes blogs. O blog que mais me ajudou foi o “Dicas Blogger”, da @julianasardinha.

Como passei a ler os blogs com mais freqüência, descobri que eu era um chato para os donos do blog. Coloquei-me na posição deles, eu não responderia a nenhum comentário que um chato fazia sem o mínimo de bom senso. Esses metablogs me ajudaram a criar o blog, o template, os widgets, mas o mais importante: mudar a minha cabeça sobre blogosfera e principalmente ética na Internet.

Esses blogueiros não são obrigados a responder nossas perguntas. Eles já fazem muito mais do que isso, tentam ajudar a todos os níveis de pessoas. Sejam elas, iniciantes ou experientes.

O blog que citei anteriormente irá fazer dois anos de existência na próxima semana. É considerado um manual online sobre Blogger e Internet. Um texto em cada blog é pouco para o que devemos a eles. Todos conseguiram mudar uma plataforma limitada, como o Blogger, para uma muito melhor e estão conseguindo mudar a blogosfera.

Quando vejo que muitas pessoas roubam os artigos desses blogs me dá muito raiva. Afinal, a pessoa gasta seu tempo ajudando a todos e ainda alguém tem coragem de copiar todo o conteúdo.

Deve ser muito chato lidar com perguntas fora de hora, com pessoas achando que estes blogueiros são obrigados a lhes responder, com plágio. Porém, deve ser de uma imensa gratificação quando estes donos de blog olham em um site e veem que o template que está lá foi feito por eles e perceber que ajudaram a mudar muita coisa não somente sobre Blogger, mas sobre a blogosfera em geral.

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domingo, 16 de agosto de 2009

Nua e crua

carrocasa Vou tentar ser o mais didático possível...

Rogério era um homem com seus quarenta anos, bochechas rosadas e com alto teor de tecido adiposo mal-distribuído. Morava em um apartamento num bairro residencial de uma cidade bem desenvolvida. Tinha um belo casamento e dois filhos, frutos do casório. Adorava lavar seu carro nas manhãs de sábado e fazer um grande almoço aos domingos. Sempre contava histórias que seriam engraçadas, se já não fossem repetitivas.

Gostava muito de sua rotina “The Sims”. Trabalhava em uma corporação e ganhava suficientemente bem. Era amigo de todos e toda quarta-feira saía para jogar bolas com os amigos. Considerava-se um cara totalmente normal.

Eis então que o Sr. Rogério resolve sair do aluguel e dar um grande passo na vida de uma pessoa digna de pertencer à classe média: resolve comprar seu apartamento próprio. Economizar? Juntar dinheiro? Não havia necessidade, hoje os bancos fazem empréstimos, financiam, tudo muito fácil.

O quarentão Rogério poderia comprar uma casa sem sofrer para economizar, poderia continuar almoçando aos sábados na churrascaria e levando as crianças nas quintas ao boliche do shopping e depois pagar uma rodada de sorvete para todos os amigos dos seus filhos no Mc Donald’s. Não precisaria fazer esforço algum para esta aquisição.

Na outra semana, Rogério já estava na casa, todo feliz, sorrindo com suas bochechas rosadas e assistindo golfe na televisão.

Porém seu Rogério contraiu uma dívida e dificilmente irá quitá-la. Bancos não são mocinhos de filme de faroeste. Eles cobram juros muitos pesados. Com estes juros o banco alimenta a poupança dos ricos (sem trocadilhos, espertinho). Ou seja, a classe média é quem paga aos ricos. De certo ponto de vista, nós trabalhamos para os ricos e ainda temos que pagá-los. Indiretamente, mas temos.

Para mais informações, acesse este vídeo: http://dotsub.com/view/a34fba0d-4016-4807-b255-021b58dbc9a4

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segunda-feira, 20 de julho de 2009

Como a mídia se divide

susan-boyle-b_2A mídia, entidade que define “algumas” coisas, tem usado uma fórmula para alavancar sucesso rapidamente. Não, ela não digita no Google: como ficar rico acabando com a vida de outra pessoa. A fórmula é algo assim:

1 pessoa normal + 1 grande apresentação = 1 grande loucura + comoção popular.

Ou seja, o sucesso instantâneo de uma celebridade. Isto nós podemos chamar de sensacionalismo.

Um exemplo atual e recorrente é a escocesa Susan Boyle. Todos achavam que ia ser um desastre, mas acabou sendo uma grande apresentação, aflorando em muitos aquele sentimento de superação, típico de filmes americanos. Ela conseguiu comover bastante gente, acabou enlouquecendo, e foi internada.

O interessante é que a mídia cobriu o auge e a decadência de Susan Boyle. Porém, perceba que “a mídia” cobriu quando Susan Boyle foi interna em uma clínica psiquiátrica. Foi reportado que a escocesa foi internada e a mídia culpou-se como a causa de seu enlouquecimento. Ou seja, determinada mídia “enlouqueceu” Susan Boyle, e a própria mídia foi criticada ao ficar o tempo todo atrás da pessoa, tentando tirar fotos e fazer perguntas inapropriadas. Afinal, todos botaram a culpa na “mídia” para “tirarem o seu da reta”.

Outro exemplo é como a “mídia” fala que a mídia está estragando os jogadores de futebol. A expectativa em cima dos rapazes é grande e se o jogador for bem, ele é louvado e na próxima semana estará na Europa. Se o jogador vai mal ele será criticado e chamado de amarelão, pipoqueiro e outros jargões futebolísticos.

Esta fórmula de tentar “montar uma celebridade” está se mostrando altamente lucrativa para empresas, jornais e programas de TV. É tudo algo de momento, um hype. Todos querem assistir, comentar na hora e depois ninguém mais lembra o nome da pessoa. Não importa se a pessoa vai agüentar a pressão, enlouquecer. Se isto acontecer, melhor ainda. Assim, a mídia pode se culpar como causa destes problemas.

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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Pobre Inácio

Inácio foi durante muito tempo operário em uma fábrica especializada em produzir cinzeiro para motos. Trabalhava de sol a sol e era um grande companheiro para seus colegas de trabalho.

Reunia-se com todos para a pelada de quarta-feira na quadra coberta do Rubinho. Este por sinal, já estava cansado das piadas sobre um famoso homônimo, mas esta parte da vida de Inácio não vem ao caso. Se você deseja saber mais, use a imaginação. Afinal, este é um texto fantasioso.estrela-do-mar

Todos devem ter ouvido algo a respeito da famigerada crise que assolou os Estados Unidos e, consequentemente, o resto do mundo. Pois bem, nessa história de mudar a carga horária ou demitir funcionário, Inácio “rodou”. Isso mesmo, foi demitido sem aviso prévio e já estava quase aposentando. Provavelmente não conseguiria emprego em nenhuma outra fábrica no abrangente ramo da produção de cinzeiro de moto.

As indústrias estavam demitindo para não caírem na dança das cadeiras. Era um ano apertado e fechá-lo no vermelho não era algo esperado, muito menos desejado.

Continuava reunido com seus amigos, que foram todos demitidos (talvez aquele ditado “diga-me com quem andas e ti direi quem és” não serviria para a ocasião, pois apenas educadores falam isto para adolescentes rebeldes). Mas a cerveja e o churrasco no domingão era algo que não deixariam de fazer.

Foi durante o ocioso domingo que Inácio proferiu palavras tão sábias que jamais nenhum de seus amigos esqueceu: É... Aquele partido era somente ilusão. Depois, todos fizeram silencio e repetiram estas palavras para si mesmos.

Não foi motivo para acabar a festa, mas todos ficaram abalados. No mês seguinte, todos os amigos, inclusive Inácio, arranjaram emprego no ressurgente negócio de produção de rebimboca para parafusetas.

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quinta-feira, 4 de junho de 2009

“E daí?”

tonemai Arnaldo sempre foi o cara antipático da turma. Era assim, não por causa dessas reportagens que passam no Fantástico sobre como tal pessoa é excluída do convívio social, ele era assim porque gostava de ser daquele jeito.

Ele não entendia por quê ninguém conseguia compreender sua intenção de ficar quieto no seu canto. Qual o problema do menino não conversar com pessoa alguma?

A mãe já achava que era algum fator de stress que o menino estava passando. Levou ele ao psicólogo, psiquiatra, tentou mudar a marca do leite e trocar o tecido das roupas que o filho usava. Nada, o menino sempre naquela quietude. Ele não se sentia reprimido, coisa e tal. Achava interessante o comportamento daquelas pessoas que não paravam de preocupar com sua pessoa.

O pai, rapaz ideológico, já proferia que o convívio e o relacionamento com pessoas fazem parte da característica de sobrevivência humana. Citava “Do Contrato Social” de Jean-Jacques Rousseau. O menino apenas olhava e continuava a tomar seu café.

Essa história não tem um final feliz, Arnaldo não conseguiu superar esse trauma, que para ele não existia, nem se tornar um homem de sucesso, com uma brilhante carreira no futuro. Ele continuou com seu jeito calado de sempre, não ligava muito para convenções sociais.

No fundo, é uma coisa que todo mundo queria ter, o desprendimento social. Sabe aquela hora que alguém vai falar com você, e não é uma boa hora, então sempre temos que dar atenção? Para Arnaldo era diferente, ele apenas abaixava a cabeça e morria de rir por dentro.

***

PS: queria colocar o título do post de “Fuck You!”, mas, infelizmente, não tenho esse desprendimento social.

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terça-feira, 21 de abril de 2009

Um dia na vida

Em todos os dias úteis era a mesma história. Toda aquela coisa de rotina, cidade grande. Acorda, toma seu banho, bebia alguma coisa rapidamente, e corria para o ponto de ônibus. Pegava seu “busão” para ir trabalhar.

Subia o veículo transportador de um grande número de pessoas (ônibus) com seu Ipod ouvindo Bob Dylan. Imaginando o que aconteceria em sua vida se fosse jovem naquela época. Fantasiava ser hippie, cowboy, ir ao Woodstock e essas coisas que muitos imaginavam sobre épocas transcorridas.301853148_9dfbadd5ef

Descia no seu ponto habitual, comia uma coxinha e bebia um copo de refrigerante na lanchonete da esquina. Pronto para ir ao trabalho, desamassava sua blusa social comprada na liqui dação da Renner e segue rumo ao trabalho.

Tinha sempre aquilo de entregar relatório na mesa do chefe. Pensava o tempo todo enquanto fazia sempre o mesmo trabalho, em como faria algo para sair da empresa e ser seu próprio chefe e ter um negócio revolucionário. Já havia pensado em gerar energia do impacto do carro no asfalto, coisas para diminuir o trabalho humano. Até pensou em como “transmitir” água via Bluetooth ou carregar um notebook por meio da tecnologia wireless.

Pois bem, nosso filósofo revolucionário não produzia nada do eu pensava. Sempre continuou o resto da vida naquela empresa, com o mesmo cargo. E sempre ia embora ouvindo Bob Dylan e continuando imaginando, fantasiando...

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sexta-feira, 3 de abril de 2009

O que você vai ser quando crescer?

É comum entre as crianças de todo o mundo sonharem no que querem se tornar quando crescerem. Algumas querem ser astronautas, bombeiros, médicos, esportistas, etc.

É uma fase gostosa e que deve ser fomentada pelos pais, mas sem imposições e cobranças, apenas incentivos.kichute

Entre os meninos que usam calção e ralam joelhos na rua, arrancam tampas de dedo nos meio-fios da calçada e correm atrás da pelota, de cada 100, 99 querem ser jogadores de futebol.

E é até compreensível. Vivemos no país do futebol. País pobre, diga-se de passagem, onde o sucesso repentino com o esporte é a tábua de salvação para muitos deles e suas famílias. É até difícil ver um jogador de sucesso hoje que tenha nascido em berço de outro.

Eu era um menino que usava calção, ralava o joelho na rua, arrancava tampa de dedão no meio-fio da calçada correndo atrás da pelota. Mas também era aquele 1 em 100 que não queria ser jogador de futebol.

Não foi por falta de incentivo, porque até um ki-chute eu tinha. Quem tem mais de 25 anos com certeza se lembra do ki-chute. Com o solado feito de borracha de pneu de caminhão e lona preta, o tênis era uma sensação entre a garotada.

Mas naquela época eu já tinha outros planos. Por mais estranho que possa parecer eu queria ser cronista esportivo.

Nem tanto pela minha falta de habilidade com a bola (que era evidente), mas talvez pela habilidade com as palavras e as frases soltas na cabeça.

Quando eu jogava futebol na rua e esperava minha vez de entrar ficava analisando, como os cronistas, o posicionamento, a jogada que deveria ter sido feita em profundidade, a linha de impedimento, o jogador que segurava demais a bola...

Tudo isso vinha em mente como num turbilhão. E eu me sentia muito mais realizado pensando naquilo, observando o jogo dos outros e comentando as jogadas do que efetivamente jogando! Até porque jogar eu jogava por insistência, porque talento futebolístico me foi negado pelo Criador.

Não, eu não era do tipo “professor”. Eu não queria inventar táticas, corrigir posicionamento dos atacantes nem ensinar fundamentos aos zagueiros. Tenho aversão aos jogadores de futebol que chamam a seus técnicos de “professor”.

O que eu queria mesmo era ser cronista esportivo. Adorava os comentários do Nelson Rodrigues, especialmente quando ele falava do seu Fluminense e quando evocava Gravatinha e o Sr. Sobrenatural de Almeida.

Sempre fui fã do Mário Filho, o criador de multidões que influenciou na criação de toda áurea que envolve o Fla-Flu e dono do primeiro jornal dedicado exclusivamente aos esportes no Brasil.

Até o Roberto Drummond, ou Druda como um colega o chamava, era excepcional cronista quando ele dava seus pitacos e falava do seu Galo Doido (Atlético-MG).

Mas o tempo passou e eu cresci. Trilhei outros rumos. Não me tornei cronista esportivo.

Não, também não sou frustrado por não ser algo que queria quando era criança. A maioria das crianças quando adultas não seguem a profissão que pensaram nos tempos de antanho. Quantas crianças brasileiras queriam ser astronautas e só o Marcos Pontes (brasileiro que foi ao espaço) conseguiu?

Não sou cronista. Mas por diversão, ainda dou meus pitacos.

Assinado,

Nemo Tenetur

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domingo, 15 de março de 2009

Operação, o quê?

Dúvidas, muitas nos cercam durante o dia, a semana, o ano…

Algumas são um tanto curiosas, como “porque domingo não tem feira?”. Acredito que muitos já tentaram achar uma resposta plausível para essa questão. Tentei achar o X dessa temível dúvida. Encontrei algo parecido:

Na maioria das línguas os nomes dos dias da semana são bem parecidos. Mas em português o feira foi introduzido pela igreja católica, feira significava dia do trabalho.

Para a igreja sábado e domingo é considerado dia do senhor, e não dia de trabalho, por isso não tem feira, porque feira significava trabalho.

Mas hoje em dia pouco importa a feira, todo dia é dia de trabalho.

Engraçado feira significar trabalho. Geralmente, quem vai à feira não pensa em trabalhar. Apesar de muitos trabquimeraalharem lá.

Bom, mas a dúvida que me intrigava muito era “quem coloca nome nas operações policiais?”. Como alguém conseguia viver sem pensar nisso?

Dando uma olhada no nome das operações policiais, nada especiais, de 2008, você consegue achar nomes bastante curiosos. Um exemplo, Operação Parságada. Consistia pôr fim a um esquema de liberação irregular de verbas do Fundo de Participação dos Municípios. Outros nomes como, Hígia, Pirita, Titanic, Placebo II, X, Quimera (f), Inseminação Artificial e muitas outras que você pode ver no site do Departamento de Polícia Federal.

Agora, será que existe alguém que só coloca nomes em operações. Se existir, quero esse emprego agora. E a primeira operação que eu colocaria o nome seria Operação Perestroika.

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quarta-feira, 4 de março de 2009

Outra face da moeda

Antônio era o filho que todo pai queria para si. Educado, inteligente, sempre com uma resposta na pontamoeda da língua. Vinha de uma família pobre que morava em uma favela de sua cidade, parecia até novela das oito.

Eis que certo dia, no auge de seus 16 anos, Antônio chega cabisbaixo em casa. Toda a família estranhara, era sempre um moleque alegre e festivo. Acharam que estava sofrendo de amor. Dava até dó de ver o menino. Parecia que queria contar algo, mas não abria a boca para falar com ninguém. “É o amor” era o que a maioria proferia.

Quase um reconto de Dom Casmurro...

Não sabiam eles que a fase do amor já tinha vindo e ido embora. Sim, caro leitor, o menino tinha engravidado Joana, menina de 15 anos, colega de Antônio no colégio.

O que todos acharam que era um amor passageiro de criança acabou surgindo, realmente, uma criança. A família não sabia o que dizer. Se falasse mal poderia afetar o “comportamento psicológico” do menino, se batesse poderia causar um trauma. Independente do que pensavam, todos tinham que aceitar a situação.

Ao contrario da maioria das meninas grávidas, Antônio continuou na escola. Sorte dele que a avó da Joana sempre esteve muito presente. Ele arcou com a parte que podia para ajudar Joana durante a gravidez. Não, ele não foi um pai ausente que deu dinheiro e sumiu no mundo. Ele sempre esteve com Joana durante as consultas do médico, ajudou arrumar o quarto da criança e mais.

E todo dia depois da aula, Antônio estava brincando e mimando seu querido filho. Claro, não foi o que Antônio e Joana tinham planejado para seus futuros. Porém, aceitar e lidar com a situação foi a maneira mais prática e inteligente de resolver isto.

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Que sorte!

 herodotoDesde os tempos da pré-história, muitos tentam estudar a História. Na maioria dos casos, são atos de coragem, humildade e lealdade que cerca esta História.

Algumas suposições foram estudadas a fim de “humanizar” um pouco da História. Aquele herói não é nada diferente. Realmente, segue o ditado, só estava na hora e no lugar certo.

Vou tentar seguir uma ordem cronológica dos fatos.

Na Era das Navegações não acredito que seja puramente sorte que fez ibéricos chegarem na Índia. Digamos que boa parte do conhecimento da época foi utilizado para desbravar mares nunca antes conhecidos pelo homem. Algum tempo depois ingleses soltaram coelhos na Oceania, até hoje este bicho que te alegra na Páscoa é uma praga por lá

Engraçado como na História recente os fatos acontecerem com ajuda da sorte são mais constantes. Talvez seja porque a História recente tem mais registros, não sei.

A vinda da Família Real para o Brasil foi um evento que teve grande ajuda da sorte, ou melhor, azar. Foi uma bagunça geral, correria. Todo mundo louco para deixar o país. Napoleão estava vindo e eles picaram a mula. Engraçado, a figura de rei sempre foi um homem bravo, corajoso e sem medo para defender seu povo. Que nada! Pergunte se D. João fez isso, para não defender um amiguinho e o outro ficar de mal, ele preferiu sair do “colégio”. Um grande rei veio para sua Colônia.

Alguns historiadores afirmam que D. Pedro I estava sofrendo do trato intestinal durante o grito de Independência. Outra imagem de bravura e lealdade ao povo desta nação. Nem derramamento de sangue teve. O Brasil somente oficializou sua independência. Sem guerra, sem mortes.

Na Proclamação da República afirmam alguns que Marechal Deodoro da Fonseca estava de pijama, nas vésperas do evento. O Exército precisava de alguém para novamente oficializar o fato e criar um novo herói e feriado.

Se você acha que é somente no Brasil, continue lendo...

Durante a Primeira Guerra Mundial o assassinato de Francisco Ferdinando foi uma sucessão de erros. Há relatos históricos que afirmam que a primeira tentativa de homicídio durante o desfile foi um erro. O grupo que o queria morto jogou uma bomba debaixo do carro, porém, esta estourou atrás do carro do herdeiro. Pomposo, Ferdinando mesmo depois de uma tentativa de assassinato foi visitar as vítimas no hospital. Por acaso, seu motorista entra em uma rua errada e se depara com um integrante do grupo Camisas Negras. Quando foi da ré, o assassino que estava lanchando no local simplesmente disparou contra o herdeiro do trono Austro-Húngaro. Isso foi o estopim de uma grande guerra mundial.

Também há uma história sobre a Operação Valquíria, tentativa de matar Hitler por integrantes do próprio exército alemão. Por frações de minutos Hitler não morreu pela bomba implantada na sala de reunião. Por sorte, ele tinha acabado de sair. E Hitler mandou matar uma porrada de gente por isso.

Quem sabe até mesmo o Big Bang é sorte...

Referências:

· Nerdcast 148 - Operação Valquíria

· Nerdcast 139 - 1ª Guerra Mundial

· 1808

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Pedro e família

Mania de muitos escreverem como suas famílias são diferentes e virarem best-sellers. Pois bem, a família de Pedro era igual à de muitas outras, mesmo as que se achavam diferentes. Não comiam bacon e ovos pela manhã, mas era muito parecida com as demais.

Toda manhã de sábado, Pedro lavava seu carro e pegava o jornal na calçada de casa. Enquanto isso, as crianças brincavam na grama e esta era mais verde que a do vizinho.familia Na maioria dos domingos havia um grande churrasco que juntava a família toda. E sim, esta família era brasileira

Com o tempo as crianças foram crescendo e as coisas mudaram um pouco. Os pais eram muitos liberais, deixavam os meninos fazerem tudo. Mas sempre aconselhavam eles. Por exemplo: “Não vejam Big Brother Brasil”, isso não presta. Na mesma hora, os pais corriam para o quarto para saber quem sairia no próximo paredão.

O café da manha era sagrado, até mesmo jarra na forma de abacaxi tinha na mesa. Todos se reuniam, alguns com um pequeno mau-humor e se deliciavam no café. Logo após o desjejum, o pai sentava na cadeira e ia ler seu jornal. Os meninos preferiam muito mais a Internet e corriam para o computador. E a mãe sempre reclamava de não ajudarem a tirar a mesa. A rotina da família era essa. As crianças estudaram, se divertiram e nunca houve problemas. Eram apenas normais. Até parecia família de propagande de margarina…

Essa história não tem drama, clímax. Apenas uma família. Hoje, tudo é complicado. Cuidar do filho, saber aonde anda, com quem anda. Mas, a família de Pedro não ligava para aquilo. Afinal, conflitos e brigas eles podiam ver no Big Brother.

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Crônica-Mãe

Madrugada, por volta das três da manhã. Depois de tomar seu banho, senta em sua mesa, pega uma grande xícara de café, um pacote de biscoitos e tenta lembrar-se de seu dia para tentar formar um texto baseado nisto.

Liga o computador, poderia até pegar seu bloco de anotações, mas isso é preferência de cada um. Escolhe ligar seu notebook, sem antes se maravilhar como um computador virou aquele “negocinho” e pode usá-lo sem fio ainda, lembra com saudade do seu 386.

Abre o Word e fica a pensar,janela “eita, inspiração que não chega”, para piorar a situação o sono chega para concorrer. Vira a xícara de café e resolve que de um jeito ou de outro terá de escrever alguma coisa naquele dia.

Sem grandes inspirações, decide tocar seu saxofone. “New York, New York” ecoa pelo seu escritório. Entre tantas, seu olhar recai na janela do cômodo. Pronto! Cá está a inspiração. Que tal fazer algum texto ligado ao sistema operacional Windows. Chega rapidamente ao computador e começa a escrever seu grande texto. Parece que a inspiração fez de tudo para ir embora. O texto não fica bom. Começa a mudar a fonte do texto, a cor, o tamanho. Mas não há Word que resolva.

Cansado, desiludido e principalmente raivoso, acaba por cometer um ato que o pesar de sua consciência não ajudou, joga o grampeador pela bendita janela. Porém no seu ato leviano a inspiração volta rapidamente. Eureca! Eu defenestrei o grampeador. Defenestrar, hm...Palavra bonita, do francês défenestration. Eu defenestro, tu defenestras.

E isto se tornou uma das melhores crônicas, na qual quem vos escreve já leu.

Esse texto foi uma pequena homenagem para Luís Fernando Veríssimo. Se você não conhece a crônica “Defenestração”, clique aqui e seja feliz!

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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

The Nerds Way of Life

Oito horas da manhã, o alarme toca. Ele acorda, simplesmente, pega a arminha e começa a atirar no alvo para silenciar o despertador. Desliga o ventilador da cama. Vai ao banheiro, lava a cara, escova os dentes. Recolhe a cortina do Box, com a tabela periódica inscrita e vai tomar seu banho. Passa seu xampu do Darth Vader e o condicionador do Luke Skywalker. tbbtHora de se vestir, entretanto, surgi uma grande dúvida. Camiseta do The Flash ou da molécula de cafeína. Hm, grande paradoxo... Opta pela molécula de cafeína, porém depois de várias hipóteses sobre o tecido relacionado com a umidade relativa do ar e seu preparo psicológico para usar tal camiseta.

Vai tomar café, outra dúvida, qual cereal escolher. Nada muito difícil para uma das maiores mentes cientificas do século XXI. Tudo fica mais fácil, quando se começa a separar os cereais pelas quantidades de fibras. Depois ingerir agrados alimentícios, vai até o computador para mudar o status do Facebook. Quando chega ao computador, não deixa de olhar seu vaso. Pega seu canivete suíço nerd e transfere seu ultimo trabalho do terceiro PhD de sua pequena vida, apenas vinte anos.

Outra dúvida cruel em sua vida nerd, Xbox 360, PlayStation 3 ou Nintendo Wii. Depois de  discutir as configurações de cada console (coisa que faz todo dia), escolhe por jogar Guitar Hero no Xbox. Nunca se sentiu tanto um astro de “rock and roll”.

Resolve ir caminhar, baixa um “podcast” do Stephen Hawking para seu Ipod e vai caminhar. Chega a casa e escuta o Iphone tocar, seus amigos convidando-o para um jogo de RPG. Começa com tremeliques e consegue recusar. Não consegue acreditar, era a primeira vez que tinha recusado jogar RPG em sua vida. Nem quando esteve no hospital por envenenamento radioativo conseguiu recusar. Porém, recusou jogar porque o final do livro Senhor dos Anéis estava completamente emocionante. Mesmo sendo a nona vez que o lia.

Hora de ir para a faculdade. Não pense que irá para aprender e sim tentar transmitir um por cento de sua capacidade intelectual para pessoas, Oh! Dear Lord. Chega a casa e fica olhando para a primeira edição de Batman, devidamente segura, em um vidro à prova de balas. Depois, vai estudar um pouco sobre a Língua Klingon e élfica. Vai até o banheiro, com um PSP, é claro...

Cansado, chega ao quarto, coloca o pijama e deita na cama. Liga o holofote com o símbolo do Batman e o que mais iria fazer? Assistir Star Trek, oras. Mas, outra dúvida, Star Trek ou Star Wars...Lá se vai uma teoria que o obriga a ficar acordado a noite toda.

Tenn' enomentielva

***

Escrevi um post parecido, Casa do Horror High-Tech. Olhem lá!

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Nostálgicos contos familiares

Passei o final de 2008 com minha família e escutei muitas histórias contadas pelos meus tios, sobre suas infâncias. Histórias engraçadas, sacanas, tristes, nostálgicas. Vou retratar um pouco delas aqui...

Primeiro uma retrospectiva. Minha avó teve oito filhos, quatro meninos e meninas, que cresceram no município de Brumado no centro-sul da Bahia. As condições de vida não eram as melhores, mas nada impedia algumas boas histórias.

Um causo que achei interessante, meu pai relatando que ele e meus tios arquitetaram um plano para queimar a palmatória que minha avó usava e posso dizer “missão cumprida”, só não pergunte as conseqüências.

Tinha outro que meu tio economizava o dinheiro do trabalho ao longo de seis meses para comprar bombinha para estourar no São João. Meus outros tios contam isso e acrescentaram com um ar nostálgico “somente ele soltava bombinhas no São João”. E, além disso, escondia as ditas cujas em uma caixinha debaixo do telhado. Um primo meu interrompeu a narrativa e perguntou “mas, o que aconteceria se chovesse e molhasse as bombinhas?”. Simples nada, lá não chovia.

Minhas tias levavam o almoço de meu avô em um pote de margarina Claybom. No recipiente continha um ovo, vclaybonulgo “zoiudo” na época, e o resto de farofa. Acredite, meu avô ainda repartia aquela comida com os filhos.

Em meados da década de sessenta, o mesmo tio que comprava as bombinhas de São João, foi cortar cabelo. Chegando a barbearia ele disse “quero o cabelo igual ao dos Beatles”, chegando a casa meu avô disse para voltar direto para a barbearia e mudar o corte. O estilo do corte podia até ser normal na época, mas completamente incomum na região onde viviam. Eles moravam em um distrito da cidade, Pedra Preta. Lá se encontra a terceira maior mina de Magnesita do mundo.

Falaram até sobre a ditadura, o que escutam. Porém, pouco se sabia sobre o que estava acontecendo, a falta de informações era muito grande. Porém, certo tio contou que quando vendia jornal, a manchete da posse do Médici foi uma das mais vendidas. Esse mesmo tio relatou que não tinha calças do seu número, então preenchia os espaços vagos com livros de faroeste. Ele ia descendo a rua lendo esses livros.

Um tio e tia estavam voltando do trabalho de meu avô. Estavam levando um mamão para a casa e durante o percurso o mamão cai entre os ferros do mata-burro e minha tia se abaixa para pegá-lo. Entretanto, sua cabeça fica presa entre os ferros. Meu avô pega uma vara e consegue tirar o mamão. Mais ninguém sabe como minha tia saiu daquele lugar.

Estas foram algumas histórias que escutei nos dias em que estive com minha família, nada mais justo que dedicar esse post a eles.

Hoje, estão todos razoavelmente bem em questões financeiras e prontos para contar mais histórias.

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domingo, 4 de janeiro de 2009

Quesa! Quesa!

Ainda lembro-me daquela pequena bola de pelos de apenas três meses. Meu tio me entrega aquilo que era para ser um cachorro, só que mais parecia um novelo de lã preto. Totalmente preto até as unhas eram negras. Foi o xodó da casa.

A primeira coisa que todos querem fazer quando ganham um cachorro é colocar um nome no quadrúpede. E lá se vão opções, algumas até poderiam ser consideradas humilhações até para um cachorro.

Entre várias tentativas de nomear o ser, eis que surge Dulady, não me pergunte a origem do nome. Por alguns dias a cachorrinha fica com esse nome. Até que alguém grita “por que não colocar Duquesa, como nome do cachorro?”. E é realmente melhor que Dulady. Feito!

A Duquesa fez um êxodo urbano, vai respirar ares novos. Enfim, foi para roça. Como era o mimo da casa, na fazenda não foi diferente. Montaram casinha, cercado. Posso afirmar que foi a cachorrinha mais bem tratada da região.

Parafraseando minha mãe, foi o “brinquedo” que mais brinquei na vida. Todo final de semana levava uma bolinha diferente para brincar com a Quesa. Abreviatura de seu nome canino. Na roça tudo é na base do grito e gritar “Quesa! Quesa!” era mais rápido e coerente que “Duquesa! Duquesa!”.

Esqueci de mencionar que é uma labradora, quando filhote adorava morder e bagunçar tudo. E até hoje não mudou, é uma eterna criança. Depois de algum tempo, acontece o êxodo rural temporariamente. A Quesão teria de ser castrada, também poderá onze filhotes na média, é dureza! Cirurgia feita, a cachorra chega com uma balde furado na cabeça que a fazia parecer um radar. Tudo isso para não morder os pontos. E o radar ambulante batia em todas as paredes e fazia um grande barulho. O êxodo urbano ocorre novamente e quando chega na roça foi só alegria para brincar com os outros cachorros.

Pois é, o Quesão está aqui até hoje, gorda que nem uma bola. Outro dia eu conto o trabalho que dá para vaciná-la. Outro dia!

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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

O Carroceiro

Todo noite,por volta das três e meia, um carroceiro passa na solitária rua da casa onde resido. Traz consigo seu passo apressado, mas ao mesmo tempo um passo vagaroso, com certa preguiça de ir trabalhar. O barulho das rodas do carrinho batendo no paralelepípedo (sim, paralelepípedo) indica que este está vazio. Terá um dia para tentar enchê-lo com latinhas, muito provavelmente, para sustentar a família. Um chapéu faz parte do figurino, porém, usa-o para não queimar do sol que tem de enfrentar a maioria dos dias.

Com certeza ele trabalha mais que oito horas por dia, deve chegar umas sete horas em casa, ainda ver alguma novela da Globo e dormir. Ele não está preocupado com alguma crise mundial, novo presidente americano, aquecimento global. Mas, certamente irá comentar como o preço do feijão aumentou e como os dias passaram a ficar extremamente quentes ou até mesmo, um certo presidente que levou uma sapatada. A única preocupação que possuí deve ser sua família e/ou colocar comida na mesa. Esta até parece uma história recontada, coincidentemente ou não, muitos devem ter essas preocupações. Se tantos falam nisso.

Enquanto escrevo essas linhas, ainda lembro-me do barulho das rodas atendo no paralelepípedo. E que chapeuzinho feio.

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Show de bola as fotos do ano pelo site Big Picture, ótimas fotos para acessar clique aqui.

Alguns exemplos:
 
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segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Mil Novecentos e Sessenta e Oito

“Duas amigas conversam voltando da aula na universidade. Conversam sobre notícias que escutado na rádio. Falavam sobre um estudante foi morto por engano pela polícia, ouviram também sobre o assassinado de um pastor negro chamado Martin Luther King. Uma das duas meninas fala “parece que haverá uma passeata daqui a um mês, em homenagem ao estudante. Fiquei revoltada, agimos como tivéssemos perdido nossos direitos. Vamos à passeata?”

ditadura Foram jovens como essas do texto em cima que deram a cara para bater em 1968, queriam mudança. Não foi somente no Brasil, apesar das circunstâncias serem diferentes, os jovens queriam alguma coisa. Universidades foram tomadas em sinal de protesto, manifestos contra a guerra foram feitos. Começaram a perceber que a coisa não era brincadeira, já havia passado de uma “modinha” juvenil fazia tempo.

Não somente os Estados Unidos, mas o mundo já não agüentava mais aquele negócio de guerra. Fazia apenas vinte anos que o mundo acabara de sair de uma grande guerra. Parecia que o nacionalismo exaltado há tanto tempo pelos governantes americanos estava caindo mais para o lado da paz, do que a guerra.

Enquanto na Europa as manifestações só iam aumentando. Como se tivessem colocado fermento em um bolo, as coisas cresceram drasticamente. Só foram algumas pessoas de certa importância aderirem ao movimento estudantil contra Gaulle para a coisa ficar feia.

Era similar a um pedaço da Revolução Francesa. Tudo começou com uma pequena parcela da população e no final os ideais se espalharam pelo mundo.

No Brasil, o povo vivia em um dos períodos mais conturbados da história política nacional, o AI-5. A mão de ferro da ditadura tentava manipular tudo, a censura foi um artefato que os militares usufruíram para isso acontecer.

A juventude cansada do conservadorismo impregnado por todos os lados queria mudar esse tal negócio de valore.

Enfim, foi um ano muito importante, tal como a década de 60 foi. Aqueles dez anos mudaram muito o jeito de pensar, não diria em todos, mas na maioria foi.

Para ilustrar o post, fiz uma montagem de como seria um portal de notícias online(no caso o UOL) com notícias de 68.(clique na imagem para ampliar). modelo68p

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O blog saiu na coluna “Blogs da Semana” no Pensar Enlouquece. Valeu Inagaki pelo reconhecimento!

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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Metido a Jornalista

Enquanto muitos acompanhavam um desfecho de seqüestro que não poderia ocorrer de forma pior, eu estava na rua de minha casa tentando entender o que acontecia.

Por volta das seis horas da tarde de sexta-feira, dia 17 de outubro de 08, um colega me liga e pede para sair de casa e ver o que ocorria. Saio de casa e vejo algumas chamas na casa do lado de meu vizinho. Assisto também um homem deitado no chão da calçada de sua casa. O rapaz de 23 anos estava agonizando de dor e sua camisa estava pegando fogo ao lado de seu corpo estirado ao chão.

Esta pessoa teria acabado de voltar do supermercado, com dois litros de álcool. Alguns minutos depois o que se ouve é um barulho de chamas crepitando e o incêndio se alastra. A hipótese mais plausível para o caso seria o suicídio. A própria família afirma que o rapaz sofria de distúrbios emocionais. Segundo testemunhas a vítima teria se atirado na rua.

Quando chego à rua, um amontoado de pessoas aglomera ao redor da vítima. Muitos tentam acionar as autoridades. A maior preocupação além da vítima, é que a família do rapaz estava dentro da casa. Um jovem passando pela rua avisa para deixarem a residência, pois o telhado iria explodir. No instante em que este acaba de proferir estas palavras, o telhado explode. Os familiares saem correndo desesperados, alguns atém pulam a janela em direção a rua.

Anônimos carregam a vítima de sua própria loucura para o outro lado da rua. A situação do rapaz não é nada boa, ele grita desesperadamente e clama por socorro. Seu grito é alto e declara que sua saúde não vai nada bem.

Minutos depois a polícia chega e juntamente o corpo de bombeiros. A assistência das autoridades foi muito rápida e atenciosa com a família do rapaz. Somente o quarto do rapaz entrou em chamas, móveis e aparelhos eletrônicos ficaram completamente destruídos.

O rapaz está internado em um hospital da cidade e seu estado de saúde é grave. Hoje, uma lona cobre as conseqüências que o incêndio provocou no telhado da casa.

P.S: Não estava com câmera fotográfica no momento, por isso não tenho fotos para colocar no post.

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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Se eu tivesse nascido sessenta anos atrás…

Ao som de No Rain, A Day in the Life, Across the Universe, All You Need Is Love, Come Together, Helter Skelter, I`ve Got a Feeling, Let It Be, Lucy In the Sky With Diamonds, I Am the Walrus, Revolution, Mrs. Robinsom, Meu Caro Amigo, Cálice.http://coolmristuff.files.wordpress.com/2007/12/beatles.jpg

Quem não gostaria de morar no Village e gritar “Hey, Hey, LBJ! How Many Kids Did You Kill Today?” ao longo de um protesto? Bem, eu gostaria. Queria ver o Brasil ganhar a Copa do Mundo, mas também gostaria de sentar em um boteco para discutir política no país.

Um dos motivos que me fez pensar em nascer sessenta anos atrás, foi a música. O “rock and roll” em todas as paradas de sucesso. Os Beatles colocando o mundo de cabeça para baixo, o início da MPB no melhor momento da música brasileira, Tom Jobim e Frank Sinatra juntos, Jimi Hendrix quebrando guitarras...http://www.bullnotbull.com/gallery/images/g-hey-hey-lbj.gif

Pessoas alegres e batendo palmas cantando “Age of Aquarius” estavam espalhadas por todo lugar nas grandes cidades, os famosos hippies. Pessoas de grande importância na contracultura, símbolos de alegria e libertação sexual. Quem não queria ser um?

Cenário político completamente instável, em plena Guerra Fria. Digo que a década de 60 foi marcada por líderes, Martin Luther King, Gandhi, Nixon, Fidel Castro, Mao. Estes mesmo fazendo o bem ou não, mudaram o mundo…

Na verdade, eu tenho mesmo que parar de assistir Across The Universe.

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domingo, 12 de outubro de 2008

Casa do Horror High-Tech

Morador de uma grande cidade, geek até morrer...

Chega em seu apartamento, abre a sua porta controlada pela internet e seu único desejo é descansar depois de um longo dia de trabalho. Ao entrar em sua casa escuta alguns barulhos estranhos, como se alguém estivesse brincando com copos, um barulho parecido com ranger de vidros.

http://stepaola.com/blog/wp-content/uploads/2008/01/geeks.jpgVai à cozinha para verificar o barulho e aproveita para tomar um cappuccino da sua máquina Nespresso Lattissima. Chega ao seu quarto com janelas panorâmicas com vista para toda a cidade, liga seu MacBook Pro abençoado por monges e acoplado a um Cooler Master V8. Lê seus emails, verifica o twitter e novamente, escuta aqueles sons estranhos, dessa vez o barulho parece de um rádio chiando. Pensa consigo “em uma casa de geek como eu, ainda escuto chiados de um rádio...”

Anda por todo apartamento procurando a fonte do barulho, mas não acha nada. Deita em seu sofá pixelado e vai jogar um pouco de Playstation 3 na sua TV Laser de 65 polegadas que fica em uma estande da Pacini & Cappelini.

Escuta um barulho de ranger de madeira e lembra-se de sua infância que passava noites em dormir escutando o ranger do telhado. Raivoso com esses barulhos estranhos resolve ir tomar um belo banho. Seu banheiro que possui Jaccuzzi, chuveiro à vapor e hidromassagem em um único Box. Foi um banho extremamente relaxante, ótimo para acabar com seu stress.

Ao chegar na cozinha, escuta barulhos de passos e percebe que o chão está molhado. Parece que aqueles barulhos não são frutos de sua imaginação. Decide fazer janta em seu fogão geek, distraído deixa o pano de prato pegar fogo e começa um pequeno incêndio, seu detector de fumaça detecta (jura?!) e avisa a sua “cobra” de apagar incêndio que apaga o incêndio em minutos. Nervoso, a única coisa que pensa, é em dormir. Parece mesmo que o azar está ao seu lado, a energia elétrica do bairro acaba. Porém nada de mais para seu poderoso nobreak.

http://img.photobucket.com/albums/v230/MagnuN/070828_bloguncoveringorg_geek-forev.jpgCansado, nervoso, com fome e morrendo de medo dos barulhos, vai trabalhar. Péssima decisão, trabalhar em hora de nervosismo nunca é a melhor opção. Escuta mais barulhos e grita desesperadamente. Dessa vez, o barulho veio da despensa. Vai até ela e o barulho começa a aumentar. Abre a porta e observa a despensa, não acha nada, mas o barulho persiste. Entra no cômodo escuro e o barulho chega a ficar ensurdecedor. Abaixa para ver debaixo da estante vê um objeto redondo, branco, de um tamanho de um prato. Finalmente descobre o que atazanou sua vida naquele dia, foi o “Scoop” seu robô que limpa e lava piso do apartamento.

Como pôde ficar nervoso por causa de um objeto que veio para facilitar a sua vida. Pede uma pizza e agora está deitado na sua bela cama em um cobertor com controle de temperatura.

Que noite!

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